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Consórcio de Libra conclui testes de longa duração no campo de Mero

Publicado em: 03/10/2018 14:50:54

FOTO ANDRÉ RIBEIRO / AGÊNCIA PETROBRAS

Poço está entre os de maior produção em águas ultraprofundas

A Petrobras, operadora do Consórcio de Libra, concluiu nesta terça-feira (2/10) o teste de longa duração (TLD) no campo de Mero, localizado no bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Iniciada em novembro de 2017, a produção foi realizada pelo FPSO Pioneiro de Libra, a primeira unidade da Petrobras dedicada a testes de longa duração equipada para injetar o gás produzido. FPSO é a sigla em inglês para a embarcação que produz, armazena e transfere petróleo.

Durante os testes, o poço produtor interligado à plataforma atingiu a produção de 58 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). Os resultados alcançados nesse período foram fundamentais para obter dados de alta qualidade e reduzir as incertezas sobre o reservatório, o que permitirá a implantação acelerada de até 4 sistemas de produção definitivos em Libra nos próximos anos. Cada sistema terá capacidade de produzir até 180 mil barris de petróleo por dia.

Com a conclusão dos testes, o FPSO Pioneiro de Libra irá operar os Sistemas de Produção Antecipada (SPAs) subsequentes em outros poços de Mero. A etapa seguinte consiste na substituição do atual poço injetor de gás por outro localizado mais próximo do poço produtor. Após esta etapa, a embarcação será desancorada e transportada para nova locação no campo de Mero, dando continuidade ao programa de SPAs. O Pioneiro de Libra tem capacidade de processar diariamente até 50 mil barris de petróleo e 4 milhões de metros cúbicos de gás associado.

Tecnologias

Localizada na região Sudeste do Brasil, a área de Libra apresenta reservatórios com colunas de petróleo que alcançam até 400 metros de espessura – o equivalente à altura do Pão de Açúcar.

As elevadas vazões e pressões, a expressiva presença de gás associado ao óleo, além do alto teor de CO2 na área, exigiram que fossem desenvolvidas soluções para viabilizar a produção. Desta forma, a Petrobras e seus parceiros desenvolveram tecnologias concebidas para operar nesses ambientes, com lâminas d´água que variam de 1700 a 2400 metros, e profundidades totais que chegam a 6 mil metros.

Uma das soluções foi instalar na área o primeiro FPSO dedicado exclusivamente a Testes de Longa Duração capaz de reinjetar o gás produzido. Essa inovação traz melhores resultados para o consórcio e para o meio ambiente, pois permite a eliminação da queima contínua de gás, minimizando a emissão de CO2 na atmosfera e viabilizando a produção dos poços no seu potencial máximo. Produzir durante o TLD sem restrições permitiu otimizar a aquisição de dados dinâmicos do reservatório.

Na implantação do TLD, foi realizado o primeiro pré-lançamento de linhas flexíveis com flutuadores em águas ultraprofundas. Esse método antecipou em 43 dias o início da produção do poço, quando comparado a um cenário sem pré-lançamento das linhas.

O uso de dutos flexíveis de produção de 8 polegadas de diâmetro, em lâmina d´água ultraprofunda e numa configuração conhecida como lazy-wave, permitiu obter uma grande produção nessa profundidade. Devido às cargas impostas às linhas de 8 polegadas, o FPSO Pioneiro de Libra possui um esquema de ancoragem (turret) externo com maior suporte de carga vertical da indústria mundial, com capacidade de 700 toneladas por linha submarina (riser), o equivalente ao peso de 4 Boeings 747. Esse equipamento é responsável pelo suporte de carga de nove linhas em profundidade d´água de até 2.400 metros.

O consórcio de Libra utilizou, ainda, um swivel, equipamento que permite que o navio gire em relação ao turret, que é fixado ao fundo do mar através de linhas de ancoragem. Esse modelo instalado suporta a maior pressão operacional (550 bar) e de projeto (605 bar) de injeção de gás da indústria de petróleo mundial.

O Consórcio é liderado pela Petrobras – com participação de 40% - em parceria com a Shell (20%); Total (20%) e as chinesas CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%). O consórcio tem ainda a participação da companhia estatal Pré-Sal Petróleo - PPSA, que exerce o papel de gestora do contrato.

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