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Entrevista: maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico da Orquestra Petrobras Sinfônica

Publicado em: 22/02/2018 17:47:06

FOTO DIVULGAÇÃO ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA

"Uma orquestra sinfônica tem de estabelecer vínculos diretamente com o grande público", diz maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico da Orquestra Petrobras Sinfônica

Diretor Artístico da Orquestra Petrobras Sinfônica desde 2004, o maestro brasileiro Isaac Karabtchevsky é considerado um dos grandes nomes do cenário mundial da música clássica. Ele contou à Agência Petrobras um pouco da sua experiência frente à Sinfônica, iniciativas inovadoras e o papel dela na sociedade. Nos dias 22 e 23, a Orquestra se apresenta em São Paulo, em mais um concerto da série ‘Álbuns’. Desta vez, homenageando o disco mais vendido da história: ‘Thriller’, de Michael Jackson.

Qual o principal diferencial da Orquestra Petrobras Sinfônica?

O principal diferencial é a forma como a orquestra vem sendo conduzida sob o ponto de vista jurídico, dando aos músicos a competência de autogestão, como em algumas observadas no exterior.  No Brasil, é a única que adota este modelo. Quando assumi a direção da orquestra, ainda não conhecia este formato e a minha surpresa foi que funciona perfeitamente bem, com uma gestão integrada, buscando sempre a melhor qualidade artística.

Podemos observar na Orquestra Petrobras Sinfônica ações inovadoras, como a releitura de músicas de vários estilos. Qual a importância da Orquestra Petrobras para a música de concerto no Brasil?

Temos de pensar no significado que uma orquestra tem diante de seu público e das comunidades. Uma orquestra não é apenas um receptáculo que serve somente a uma determinada classe social. Ela tem de exercer uma função coletiva e ir ao encontro das diversas camadas e culturas da nossa população, de todas as faixas etárias, como a Orquestra Petrobras. Nós consideramos que a música provém de uma fonte universal com as suas diversas ramificações. Estas vertentes proporcionam à orquestra uma capacidade de comunicação maior. Isso tem dado certo e o público tem lotado as salas tradicionais de concerto e espaços de música popular.

Esse alcance da Orquestra Petrobras Sinfônica também tem despertado o interesse no aprendizado de instrumentos em comunidades?

Hoje em dia já vemos projetos que envolvem o aprendizado de música clássica, como na comunidade de Heliópolis, em São Paulo. São jovens que estão sendo resgatados desta forma.

Temos na Orquestra Petrobras exemplos de músicos provenientes de comunidades carentes?

Com certeza. Não existe orquestra brasileira que não tenha pelo menos um músico formado na comunidade de Heliópolis, onde existem dois edifícios de cinco andares que inclusive já contaram com o apoio da Petrobras. É nítido que a empresa está engajada nestes projetos de recuperação e formação musical, que são determinantes para o futuro da cultura brasileira. Isto é uma prova evidente de que não há barreiras em termos de repertório para a música clássica, que podem alcançar diversos públicos.

Existem apresentações da Orquestra nas quais a plateia pode interagir e filmar. Como surgiu esta iniciativa?

Essa é uma das ideias da diretoria artística que tem dado certo, pois vai ao encontro da comunicação ágil feita hoje em dia em tempo real. O público pode filmar com celulares e os músicos têm consciência disso. Ainda há a possibilidade de subirem ao palco e fazerem entrevistas com os músicos, proporcionando um contato direto. Isso foi criado a partir da necessidade que uma orquestra sinfônica tem de estabelecer vínculos diretamente com o grande público, seja ele de que forma for.

O que podemos esperar da orquestra para as próximas temporadas?

A inauguração da temporada de 2018 da orquestra, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, terá composições de George Gershwin , grande compositor da música popular americana, que soube introduzi-la no ambiente de concerto. Espero que a orquestra continue crescendo e ampliando seus horizontes. A orquestra reflete na sociedade que está a sua volta. Os repertórios escolhidos, como os da série ‘Álbuns’ são condizentes com esta tomada de posição diante do público, inclusive alcançar os jovens. Faremos brevemente uma turnê com o repertório que inclui músicas do cantor e compositor Nando Reis.

Como o senhor enxerga a participação da Petrobras neste cenário de música clássica?

O apoio da Petrobras é determinante. A Petrobras extrai das profundezas do mar subsídios, que vão possibilitar em terra firme, a existência de movimentos culturais abrangentes e relevantes, como é o caso da Petrobras Sinfônica entre tantos outros projetos. Existem vários segmentos da nossa cultura que são vinculados diretamente ao apoio estabelecido pela Petrobras. Hoje a Petrobras tem à frente o Pedro Parente, que foi membro do conselho curador da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, portanto é um homem que compreende os mecanismos de conduta de uma Sinfônica perante a sua comunidade. Basicamente, a orquestra tem atuado não com o propósito de uma classe social, mas se colocado ao alcance de todas as camadas da população brasileira.

Veja também: Orquestra Petrobras homenageia os 35 anos do álbum Thriller de Michael Jackson

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