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Programa de reflorestamento da Petrobras completa 40 anos de bons resultados em São Mateus do Sul

Publicado em: 05/12/2017 14:30:58

FOTO DIVULGAÇÃO PETROBRAS

Trabalho desenvolvido pela Unidade de Industrialização do Xisto é responsável por recuperar área com diversidade de espécies da fauna e flora originais da região

Uma área de 850 hectares de floresta é a extensão alcançada pelo programa de recuperação de áreas mineradas da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul. Prestes a completar 40 anos, o projeto comemora o sucesso tendo reflorestado uma área que corresponde a mais de 900 campos de futebol. Em dezembro de 1977, foi implantado o primeiro canteiro, experimental, nas imediações da primeira mina de xisto na SIX. Do viveiro florestal da SIX saem mais de 120 mil mudas de árvore por ano. 

A recuperação das áreas mineradas da SIX utiliza espécies de árvores ameaçadas de extinção, entre elas araucária, imbuia, espinheira-santa, carvalho brasileiro e sassafrás. O trabalho catalogou mais de 5 mil árvores matrizes em remanescentes da antiga floresta com araucária, num raio de 50 km de São Mateus do Sul. “Estas matrizes são visitadas rotineiramente para a coleta de sementes. Depois de colhidas, as sementes são cultivadas no viveiro, manualmente, ou seja, uma a uma”, destaca a gerente de mineração Ângela Nadolny. A equipe do viveiro florestal é responsável por produzir mudas de 120 espécies diferentes.

A recuperação das áreas mineradas de xisto exigiu o plantio inicial de 10 mil covas por hectare com sementes de bracatinga, uma árvore da família das leguminosas, característica do sul do Brasil. Como espécie pioneira, própria para o crescimento a céu aberto e colonizadora de ambientes, a bracatinga serve como “guarda-chuva” ecológico, criando condições para o desenvolvimento das mudas do viveiro. 

A técnica de reflorestamento desenvolvida pela Petrobras na região, engloba a recomposição topográfica da área minerada, a disposição do solo vegetal original, a produção e o plantio das espécies florestais nativas. O processo garante que, à medida que a área de mineração é lavrada, toda a extensão dos terrenos explorados é recuperada. Ângela reforça que se trata de um processo contínuo: “na sequência da extração do minério, tem início o trabalho de recuperação até o plantio da vegetação com espécies nativas”. 

O cuidado, por parte da Petrobras, em criar um método de reflorestamento surgiu antes mesmo da implantação de leis específicas para a recuperação de áreas mineradas. Atualmente, a área reflorestada abriga uma grande variedade da fauna e flora. São registradas 102 espécies de vegetais, ante as 109 encontradas em média em florestas originais da região; no local, já foram contabilizadas 194 espécies de abelhas, enquanto no estado do Paraná já foram encontradas aproximadamente 217; a área possui 189 tipos de aves e na região existem cerca de 229; o território recuperado possui 21 tipos de pequenos mamíferos, na região são 25; e ainda 16 mamíferos médios ou grandes, ante 19 do estado. 

A diversidade da flora e fauna foi alcançada a partir do criadouro Arca de Noé, inaugurado em 1987, com o objetivo de estudar a fauna, reproduzir as espécies em regime de cativeiro e soltar seus descendentes nas áreas recuperadas. O projeto contou com uma equipe altamente especializada de veterinários e tratadores. O criadouro funcionou até o início do ano 2000, quando sua estrutura foi desmobilizada por já ter alcançado o objetivo de reintroduzir os animais em seu habitat.

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