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Aproveitamento do lodo de termelétrica da Petrobras traz ganhos para o meio ambiente e reduz custos

Publicado em: 22/12/2016 15:17:23

FOTO HILLONA MARIA CÂMARA - BANCO DE IMAGENS PETROBRAS

Até quatro toneladas diárias de lodo geradas pela termelétrica da Petrobras, a Usina Jesus Soares Pereira, localizada no município de Alto do Rodrigues (RN), agora poderão ser transformadas em produtos cerâmicos. Trata-se de um projeto de aproveitamento do resíduo, fruto de convênio entre a companhia e o Centro de Tecnologia do Gás e Recursos Renováveis (CTGás-ER).

Além dos benefícios ambientais para região do Vale do Açu, o projeto proporciona uma economia de cerca de R$ 400 mil por ano à Petrobras, uma redução de mais de 90% dos custos de gestão do resíduo. Antes, o lodo era transportado para um aterro sanitário no município de Ceará Mirim, a 175 quilômetros da termelétrica. Agora é aproveitado como matéria-prima na fabricação de tijolos, em uma indústria, no município de Pendências, a 22 quilômetros da usina.

O projeto teve duas fases de pesquisas. “Na primeira etapa, testes laboratoriais comprovaram que a adição do lodo à massa cerâmica não afetaria as propriedades do produto final”, explica José Nildo Galdino, pesquisador do CTGás-ER. Após os testes, o CTGás-ER selecionou uma indústria da região interessada em firmar parceria para receber o resíduo e o conjunto de máquinas, a Unidade de Processamento de Massa (UPM). Os testes em escala industrial tiveram o objetivo de verificar a eficiência da homogeinização da massa cerâmica com o resíduo e a qualidade do produto final.

A fábrica escolhida, a Cerâmica Parciama, fornece produtos cerâmicos para 15 municípios do Rio Grande do Norte. De acordo com o diretor da indústria, João Fernandes Junior, o lodo possui cerca de 85% de água. Com isso, houve uma redução mensal de 90 mil litros no consumo da fábrica, que era 25 mil litros diários, abastecidos por meio de caminhão pipa. “Além disso, o índice de poluição diminuiu e o novo maquinário aumentou a qualidade da produção”, completa Fernandes. Com a utilização do resíduo, a fábrica aumentou a sua produção em 25 mil tijolos por dia.

“Esse projeto prova que é possível otimizar recursos, com uma visão ecologicamente correta”, opina o gerente de Segurança Meio Ambiente e Saúde da termelétrica Fabiano Costa da Silva. Ele explica que com a iniciativa, a Petrobras economiza anualmente cerca de R$ 400 mil com o transporte e a deposição dos resíduos no aterro sanitário.

Para o gerente da termelétrica Renato Araújo, os resultados alcançados são bastante positivos: "Esse projeto apresenta uma solução sustentável com ênfase em três aspectos: redução do consumo de água, em especial no cenário atual de crise hídrica, na fabricação de produtos cerâmicos; uso racional do aterro sanitário, destinando somente os demais resíduos da unidade; e redução de custos com transporte e tratamento de resíduos em mais de 90%, se configurando como um bom exemplo em busca da excelência operacional.”

O CTGás-ER

Criado em 1999, a partir de uma parceria entre a Petrobras e o Senai, o Centro de Tecnologias do Gás (CTGás) ampliou a sua área de atuação e passou a se chamar Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGás-ER).

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